Qual foi um dos milagres de Jesus
Cristo, a água transformada em vinho. Na Igreja Católica Apostólica
Romana e nas Católicas Ortodoxas no sacramento da eucaristia o pão
representa a carne de Cristo e o Vinho representa o sangue de Cristo, em
uma ação que remete à última ceia, demonstrando a união de todos, a
comunhão dos fiéis com o filho de Deus.
Em muitas religiões da
África o vinho de palma, entre outras bebidas com teor alcoólico, são
néctares das divindades. Os Gregos possuíam uma divindade para o Vinho,
Baco. Em religiões e cultos xamânicos e ameríndios, em situações
determinadas muitos pajés, fazem uso de bebidas com características
semelhantes às alcoolizadas.
Enfim, diversas são as religiões
que se utilizam da bebida alcoólica como um de seus fundamentos.
Na
Umbanda não é diferente, o álcool tem um significado e uma utilização
clara e com muito fundamento.
Não
só do ponto de vista magístico, mas de outros pontos de vista existe a
razão da utilização desse elemento. Comprovadamente é um anti-séptico,
ou seja, limpa e desinfeta regiões.
É utilizado como
desinfetante. Junto com a água serve como excelente diluidor. O álcool
70 (álcool a 70%) é muito utilizado em hospitais e clínicas para a
limpeza (assepsia) das mãos e de balcões e utensílios. O álcool de
cereais é utilizado em muitos medicamentos para a sua conservação e
diluição. O álcool em forma de brandy é utilizado na homeopatia e na
medicina floral para a conservação dos medicamentos. Isto para citar
alguns exemplos do uso desta substância.
Sua geometria química
também auxilia na modelação e materialização (desmaterialização) no
plano astral, permitindo que as entidades se utilizem da matéria etérica
do álcool para as curas e desinfecções, além de seus efeitos no campo
astral na limpeza de miasmas, larvas astrais e outros tipos de
concentrações de energias deletérias.
Junto com o fogo e com a
fumaça (defumação e tabaco) são essenciais na destruição de campos
deletérios e de vínculos realizados por feitiçaria. Ou seja, há uma
razão para a utilização do álcool, sob diversos pontos de vista.
A
pergunta que permanece e gera controvérsia é a ingestão das bebidas
alcoólicas pelos médiuns incorporados. Para começarmos a responder esta
pergunta, primeiro temos que observar que nenhum médium ingere bebidas
alcoólicas antes de suas incorporações, aliás, devemos nos abster, pelo
menos, 24horas antes do início das giras de qualquer bebida
alcoólica. Nenhum médium se embriaga, não há a ingestão de bebidas em
quantidades exorbitante.
Assim, as bebidas alcoólicas ingeridas
pelos médiuns já incorporados não é feito para entrarem em um estado de
consciência alterado, ou para entrarem em transe, uma vez que se o
fizessem com esta finalidade deveriam fazer antes de sua manifestação
mediúnica, e não após a mesma.
Ou seja, o álcool ingerido serve a
outros propósitos que não o da embriaguez, ou para a alteração dos
estados de consciência. “Mas se não tem esta razão por que se deve
bebê-lo, e não apenas ter este elemento no ponto, ou no chão?” Alguns
podem ainda questionar. Primeiramente devemos recordar que o álcool
ingerido tem sua eliminação prioritariamente pelo sistema respiratório,
ou seja, pelo pulmão.
Quando o álcool é absorvido pelo
organismo, a primeira e maior parte do álcool é expelido na nossa
respiração, é por isto que o bafômetro pode detectar quem ingeriu e quem
não ingeriu álcool e qual a sua quantidade. Assim quando um médium
incorporado toma a bebida alcoólica imediatamente ele começará a ser
eliminado pelos pulmões. E o que é que as entidades fazem? Não dão
sopros ou baforadas para limpar e ajudar a assistência? Não vão em suas
consultas administrar vibrações, passes, e com eles aplicar sopros? É
neste momento que o astral irá manipular o álcool para criar as
condições necessárias para a limpeza, a materialização ou
desmaterialização.
Então a entidade incorporada começa a soprar,
dar suas baforadas nos consulentes criando as condições materiais e
astrais para a realização da magia da Umbanda, sob o axé e a graça dos
Orixás.
Cabe ainda ressaltar a importância do sopro. Em um mito
temos que Nanã deu o barro para Obatalá moldar os humanos, este
protegido e assistido por Exu moldou e deu forma ao homem e a mulher,
mas quem deu a vida, o espírito foi Olorum com o seu sopro. História
muito semelhante encontraremos na Bíblia, no livro do Gênesis, em que do
barro Deus fez o homem e com o sopro lhe deu a vida. Os alquimistas e
muitos cientistas dos séculos passados acreditavam que o sopro era a
fonte de vida. Chamava o sopro a essência vital, sem ele não haveria
vida. Os pajés em suas curas sempre fazem uso do sopro. As mães e pais
quando um filho se afoga, se machuca logo vão assoprar suas crianças
para lhe ajudarem. O que queremos dizer é que é pelo sopro que passamos
nossa energia vital, nossa vontade, nossas energias curadoras.
Com
este ato, aliado ao álcool que criará as condições materiais e etéricas
para a cura, aliado aos elementais, as energias da natureza, ao
ectoplasma dos médiuns e a energia astral dos Guias e dos Orixás é que a
Umbanda faz seu trabalho.
Enfim, o álcool é um dos fundamentos
da Umbanda e é muito utilizado na magia e nas mirongas, saber o porquê
de seu uso, e combater o preconceito quanto a ele, somente engrandece
nossa força, e traz respeito aos fundamentos e a maneira de fazer
caridade da Umbanda.
Saravá a todos!
P.S. O uso do
álcool é feito de forma ponderada, equilibrada e dentro de inúmeros
sistemas de controle em uma religião, o seu uso fora deste sistema, não é
recomendado, e deve ser evitado.
Textos Top Menu
São os fundamentos do TULAP – Cabana do Pai Tobias de Guiné.
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- A caridade - Ama a teu próximo como a ti mesmo
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- A gratuidade de todos os atendimentos e trabalhos
- A não utilização de sangue ou de sacrifício animal
- Não é realizado nenhum trabalho para o prejuízo de alguém
- Recepção com amor a todos, sem qualquer preconceito ou discriminação, seja pela condição social, condição financeira, pela cor da pela, ou pela raça, pelo sexo ou pela opção sexual ou pela religião
- A crença em um único Deus (Umbanda é monoteísta)
- A crença nos Orixás como emanações do próprio Criador
- A sobrevivência do espírito (alma) após a morte carnal
- A lei das reencarnações
- A manifestação dos espíritos desencarnados no mundo material por meio dos médiuns
- A lei de ação e reação ou lei kármica
- Um ritual como forma de disciplina e orientação
- Que a Umbanda é uma religião mediúnica e alquímica (ou magística)
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Quem sou eu!!


