Terça, 07 de Fevereiro de 2012

A Adriana de Iansã

Prezados e queridos filhos de santo.

Esta madrugada Deus e os Orixás decidiram conduzir nossa amada e querida Adriana de Iansã para o mundo verdadeiro, o mundo espiritual.
O corpo se despede da vida, mas a vida continua, continua a alegria, o carisma, a força, a dedicação, a luz e o compromisso com um mundo melhor que a minha querida filha deixa de exemplo, e que com certeza estarão livres das amarras do corpo para continuarem sua jornada de evolução, caridade e amor junto ao seu espírito.
Não podemos escolher nem como nem quando vamos voltar ao berço espiritual, e na maioria das vezes nos sentimos surpreendidos, perplexos diante da ausência, diante do desencarne. Não foi diferente nesta madrugada. Mas não podemos transformar nossa perplexidade em indignação, nossa saudade em apego, nosso susto em revolta. Precisamos mais uma vez nos curvar diante da lei e da vontade de Deus, e a Ele pedir compreensão, analgésicos para esta dor, conforto para nossa saudade e acima de tudo sabedoria para entendermos que a morte é uma ilusão, e que a vida continua e assim nossa amada Adriana continuará a nos alegrar, e a nos ajudar, com a diferença de não mais possuir um corpo de carne.
O nosso querido e prestativo Adilson, marido, e seus dois filhos, Alexandre e Juliana, precisarão muito de nossa união, de nosso amor, de nossas energias, e de nossas orações, juntos vamos segurar com eles este momento, e rezar para que Omolu e Iansã conduzam a Adriana, enchendo-a de nossas energias, de nosso carinho, e que este novo caminhar seja tão pleno, e tão abençoado quanto foi o de sua estada na terra dos encarnados. Saravá meu pai Omolu, Atotô, Eparrei OYá, Iansã, abençoem minha filha, iluminem nossa irmã.
estarei hoje e sempre em oração, para que ela, a Adriana, conte comigo, e sei que poderá contar com vocês, e a mesma coisa para o Adilson, não só meu ombro, mas meu corpo, minha mente e minha alma a ele Adilson, a ela Adriana, assim como faria com todos vocês.
MAs é preciso dizer que a Adriana é uma daquelas pessoas que não passam pela nossa vida, é uma pessoa que impregna nossa vida com carinho, alegria e amor. Obrigado Deus, obrigado meus Orixás, pela oportunidade sagrada que os Senhores me deram de conhecer a Adriana, de poder ser seu zelador, ser seu Pai de Santo e seu amigo, foi e é uma honra e uma alegria.
Que os nossos guias e protetores, em especial nosso Pai Tobias de Guiné, Caboclo Mata Virgem e Sr. Exu Marabô, possam zelar e abençoar a Adriana, o Adilson e sua família.

Silêncio, seu Omolu chegou!
Silêncio, seu Omolu abençoou!
Silêncio, atotô!

A Aruanda está em festa,
Xangô brada a Justiça
Iansã chega com sua filha
Nos Mantos de Oxalá
todos dão boas vindas
a esta que cumpriu sua missão
Oxossi e Ogum protegem sua vinda
Iemanjá e Oxum confortam sua alma
A Adriana chegou!
Saravá a Aruanda
Saravá!


Um grande abraço cheio de Luz, Amor e Paz
Contem comigo

Mukuiu Nzambi


Pai Caetano de Oxossi
   

Humildade, pretos-velhos e mediunidade - exercício dessa semana

Esta semana comemoraremos em nosso terreiro o Povo da Umbanda mais sábio e humilde. Festejamos esta semana os pretos-velhos e as pretas-velhas. E em virtude desta homenagem, adotamos como prática de reflexão para esta semana a humildade.

Assim, em homenagem a essas entidades, vamos refletir, pensar sobre o que é ser humilde, como combater em nós o orgulho e a vaidade. Percebermos que a caridade e o exercício mediúnico são incompatíveis com o orgulho e com a vaidade. E tentarmos medir nossas ações, pensamentos e falas e buscar neles como ainda nos falta humildade.

O orgulhoso nada aprende, pois sabe tudo, nada escuta, pois sempre tem o que falar. Ao olharmos para um preto-velho sentado no toco, ele escuta, caridosamente tudo, e depois fala pouco, e ainda agradece pela oportunidade que a pessoa deu a ele por estar ali naquele momento. e sempre vejo o Pai Tobias, o preto-velho que sirvo e que é o dono de nossa casa, dizer que sempre ele aprende coisas, pois cada pessoa age de uma forma diferente diante da mesma situação, e com elas ele, o Pai Tobias, aprende mais uma maneira de lidar e as vezes de como não lidar com as dificuldades.

Vejo nos pretos-velhos a ajuda desinteressada, já que humilde são suas condutas e sua personalidade, pois quando fazemos nosso trabalho espiritual na ânsia de sermos reconhecidos, agradecidos, etc, agimos por orgulho e por vaidade e não por amor desinteressado e incondicional. Ou seja, a caridade verdadeira só pode ser praticada por corações humildes.

Insisto com todos os filhos de nossa casa uma lição do Pai Tobias, diz esse sábio ancestral negro:

"Filho aqui agimos movidos pelo amor, pela caridade, por isso não sei se o que a pessoa me pede será atendido, não sei se será curada, se arrumará emprego, ou um bom companheiro ou companheira, pois quem opera as graças são os Orixás, e assim somente a vontade Divina é quem dá o resultado dos pedidos, a mim cabe atuar com amor, fazer tudo o que estiver ao meu alcance com muito carinho e atenção, não medir meus esforços e minhas energias para que a pessoa sinta meu amor por ela, e perceba que tudo tentarei, mas sempre falo que quem faz é Deus, sou apenas um instrumento Dele. Ou seja, nunca ofertamos resultados, pois eles são decisões de Deus, ofertamos amor. assim não espero obrigado, pois o que eu ofereço a eles é apenas o meu trabalho, quando conseguirem devem agradecer a Deus, aos Orixás, pois eles é que realizaram o pedido."

Amar desinteressadamente, doar de verdade sua energia e seu trabalho, e ainda entender que está aprendendo, e não ensinando. Todos aprendem com eles, os pretos-velhos, todos recebemos sua ajuda, mas nunca nos sentimos humilhados ou inferiorizados quando nos ajudam, pois o fazem de uma forma tão humilde e desinteressada, que sua ajuda nunca nos oprime. Quando ajudamos com orgulho, aquele que recebeu ajuda se sente constrangido, em débito. No fim será que realmente ajudamos?

Enfim, ser humilde não é se humilhar, não é se felicitar, não é não gozar das coisas da vida, ser humilde é um estado permanente das almas evoluídas e que devemos cultivar, pois como tudo que é verdadeiro, ela precisará enraizar, brotar e dar frutos, e para que isso aconteça, só precisamos semear. Quem sabe o dia do plantio não coincide com esta semana? Todos gozarão de benefícios incalculáveis com isso, mas com certeza os médiuns, trabalhadores da seara umbandistas não são mais convidados a este plantio, somos todos convocados, pois nada pior ao médium que o orgulho.

Saravá os Pretos-velhos

E por favor meu pai, meu avô, minha mãe, minha vó, minhas tias e tios, maneiras que chamamos os prestos-velhos, ajudem-nos a conquistar a humildade, vencendo o orgulho e a vaidade.

Babaê - Adorei as Almas, Adorei as almas louvadas e benditas da Umbanda.


   

Os negros: a influência fundamental da África na Umbanda e no Brasil

Recebi um email de uma das médiuns de nossa casa que me despertou muito para escrever este texto. Falava-me esta filha da necessidade de resgatarmos a importância dos africanos na construção da sociedade brasileira. Relatava, ainda, a como os negros contribuíram de forma decisiva para a nossa música, nossa dança, nossa culinária, a língua que falamos, os esportes como a capoeira e a moda. Por fim dava destaque a contribuição dos negros nas religiões como a nossa UMBANDA e os candomblés.

Quantos de nós realmente sabe a importância dos negros, dos africanos e dos afro-descendentes na formação de nossa cultura, de nossa sociedade e de nosso país?

Para começar acredito que deva introduzir um pouco de história sobre a escravidão em nosso país. O faço com todas minhas limitações, razão pela qual peço perdão antecipado pelos erros, e deixo aqui o pedido para que aqueles que conhecem mais postem comentários me corrigindo e completando este artigo.

Os africanos foram sequestrados e escravizados pelos portugueses e trazidos a força para o Brasil. Isto iniciou no início do século XIV e só veio a se findar em meados do século XIX, foram mais de 300 anos de barbárie e atentado aos povos africanos.

É impossível sequer estimar o número de escravos trazidos pelos navios negreiros ao Brasil. Estudos estimam um número entre 6 a 8 milhões de negros que chegaram a estas terras. Outras centenas de milhares de pessoas morreram nos navios negreiros e foram jogadas ao mar, razão pela qual chamamos o mar de calunga grande.

Desde a sua captura até o momento de suas mortes a grande maioria dos negros não aceitavam a escravidão, e a todo momento lutavam por sua libertação. Inúmeros são os quilombos (locais onde os negros que escaparam dos cativeiros se escondiam e montavam uma sociedade) espalhados até hoje pelo país, e muitos outros foram construídos, numa demonstração de insatisfação diante do pelourinho.

As revoltas que ajudaram o país a ser um Estado independente, e mesmo a proclamação da república só aconteceram pela presença dos negros. Movimentos como o de Canudos, a Inconfidência Mineira, a Guerra Farroupilha, a Cabanada, a Balaiada, entre outras revoltas tiveram a contribuição quase majoritária de negros. Ou seja, nos tornamos independentes pela força e determinação dos negros, nos tornamos uma república pelos braços dos africanos.

Isto não nos ensinam nas escolas, mas basta uma pequena vontade de estudar todos esses movimentos e descobrir quem realmente lutou por um país livre e soberano.

A luta pela independência e pela república também era uma luta pela abolição da escravatura. A Lei Áurea a última de uma série de leis que extinguiria a escravidão no país, só aconteceu pela força de resistência dos negros. Não foi um ato de benesse de uma princesa, ou mesmo um favor dos europeus. Era sim fruto de suor e de muito sangue dos negros e de alguns brancos empenhados nos direitos humanos.

Dentre estes movimentos de libertação, muito é falado de Zumbi, chefe do Quilombo dos Palamares um dos maiores centros de resistência negra que se tem notícia. A ele foi atribuída a data do dia 20 de novembro, data da Consciência Negra. Morreu em 20 de novembro na metade do século XVII, deixando um legado de luta pelos direitos dos africanos e de seus descendentes.

Assim resolvi escrever alguns textos sobre a influência dos negros em nossa sociedade, começo pela religiosidade.

A contribuição dos africanos na nossa religião é enorme, sem esta parcela a Umbanda não seria criada. Os nossos guias chamados carinhosamente de pretos-velhos, são os administradores da Umbanda, nossos gerentes do astral, os que comandam nossa religião. Estes sábios e bondosos guias são a representação de toda a ancestralidade humana, representam aqueles que já passaram na Terra e venceram os desafios, e mesmo assim se apresentam curvados em sinal da mais pura humildade.

Não são poucas as histórias de pretos-velhos, quem se consulta com estas entidades de luz sabe que suas palavras e suas mandingas nos trazem uma paz indescritível, e uma vontade de superar nossos problemas com paciência, mas também com muita persistência.

Em nosso terreiro recebemos também o povo chamado Baiano, que em verdade são os antigos sacerdotes de muitas religiões afro-brasileiras, como a própria Umbanda, o Catimbó, a Jurema, o Xangô de Pernambuco, o Tambor de Mina, o Batuque, Almas de Angola, a Cabula,  o Candomblé, seja ele de Ketu, de Angola, de Mina, ou do Jêje, ... . São representações, formas de apresentação de afro-descendentes que professavam uma fé brasileira e que por mais que tenham errado na condução deste ou daquele terreiro, roça, cabana, tenda, mata, etc., estão hoje comprometidos com a lei da Umbanda para trazer luz e sabedoria a todos que a eles se socorrem.

Os nossos Orixás são, a começar pelo nome Orixá, de origem nagô, herança abençoadíssima da África. Diversos partes de nossos rituais são herança dos negros de Angola e do Congo, a nossa percepção de mundo, de cosmogonia se assemelha e se baseia na compreensão dos povos Africanos. O respeito pela natureza, o entender das forças da natureza e a nossa subordinação a estas criações divinas são herança dos negros junto com os nativos de nossa terra brasileira.

A manipulação destas forças da natureza para conseguir ajudar e amparar os necessitados são herança dos índios e dos negros. A hierarquia dos templos de Umbanda, a figura do Pai ou da Mãe de Santo são herança destes povos.

A Umbanda deve muito e não poderia existir sem esta presença cultural, espiritual e científica dos negros.

Os candomblés (candomblé de Ketu, candomblé de Angola, etc.), o Tambor de Mina, o Xangô de Pernambuco, o Batuque (Rio Grande do Sul), as Almas de Angola (Santa Catarina), o Catimbó, o Santo Daime, são exemplos espalhados no país de uma fé baseada em muitos ritos e mitos dos africanos, herança destes ancestrais.

As próprias religiões de matriz européia como a Igreja Católica, muitas igrejas evangélicas, e em especial as pentecostais e neopentecostais, adaptaram seus ritos e seus santos para poderem atrair a população negra brasileira, mostrando a força desta cultura e de seu povo.

Enfim, não existe sequer uma religião no Brasil, que seja aberta, que não tenha de alguma forma uma influência dos negros. A nossa religiosidade enquanto país está enraizada a esta milenar cultura, a cultura dos povos africanos.

Passando depois da questão religiosidade, teremos que reverenciar a influência da África na nossa música. Samba, pagode, blues, rap, hip-hop, reggae, soul, entre tantas outras modalidades são de origem africana. E tantas outras têm raízes fortes dos africanos, como a Bossa Nova, a tropicália, a MPB brasileira como um todo, o chorinho, etc. Sobre a música e a Umbanda já foi publicado em nosso site alguns artigos.

Nossa cultura, nossa forma de viver está impregnada e abençoada com a cultura dos povos africanos, o que nos faz um povo único, rico e cheio de alegria e esperança. Assim, saravá a todos os negros, a todos os afro-descendentes, a todos africanos, saravá a nossa Mãe África.

   

O efeito multiplicador – energia e magia na Umbanda

Recentemente em visita a um outro terreiro de Umbanda, observei o efeito multiplicador dos atos praticados pelos médiuns em uma casa. Cheguei cedo, trinta minutos antes do início da gira, fiquei sentado em contemplação e observação.


Alguns médiuns já estavam na casa ajudando a arrumar o congá, recepcionando os visitantes e conversando entre si, mas sempre em voz baixa. Imediatamente as pessoas que chegavam ao terreiro abaixavam o tom de voz, iam sentando e conversavam com seus vizinhos de assistência em um volume muito baixo.


Logo depois iniciou-se um silêncio por parte dos médiuns, que estavam se concentrando, ou fazendo seus afazeres, mas em silêncio. Imediatamente a assistência diminuiu ainda mais o tom da conversa e mais, muitos ficaram em silêncio. O dirigente chega, e dá início aos trabalhos. A forma de condução era voltada para a introspecção e assim durante todo o trabalho a assistência observava a gira de forma muito silenciosa e com poucas conversas.


Mesmo quando os pontos eram entoados as pessoas o faziam de forma baixa, e assim quase ninguém da assistência ousava cantar. Depois de um certo tempo alguns médiuns sorriram para a assistência como se os convidassem a relaxarem, e muitos mudaram o ar de concentração para um ar mais relaxado, mais livre.


Quando alguns médiuns começaram a conversar, mesmo que de forma rápida, entre si, imediatamente a assistência também voltava a conversar. Quando as entidades chefes solicitavam a atenção e a força, todos os médiuns se voltavam para a entidade e exalavam sua fé, muitos dos presentes se comoviam, se emocionavam com esta reação.
Findado os trabalhos fui para a minha casa, e comecei a refletir sobre a gira, aprender com os trabalhos daquele terreiro, avaliar minhas práticas e meditar em como melhorar minha forma de conduzir as giras. Mas, entre um pensamento e outro me deparei com o efeito multiplicador da postura dos médiuns em um terreiro.


Assim passei a observar a nossa casa, como nos portamos e qual o efeito multiplicador de nossas atitudes. Em nossa casa por razões diversas estimulo as pessoas a conversarem a darem risada, a relaxarem a se sentiram em casa. Assim os médiuns quando chegam se abraçam e começam a conversar, imediatamente a assistência faz o mesmo, dão risadas conversam, e mesmo aqueles que estão indo pela primeira vez sentem este ar descontraído inicial e não se sentem constrangidos, pelo menos não aparentam isto.


Vou dar início aos trabalhos todos olham para o altar e então de mãos dadas iniciamos nossa gira cantando o hino da Umbanda. A assistência neste momento já se acomodou e as conversas quase que cessaram, todos se voltam para a gira em contemplação.


Quando conversamos sobre a Umbanda no início de cada trabalho, todos prestam atenção, todos querem absorver o conhecimento e assim a assistência também se concentra. Quando tocamos o atabaque e cantamos com devoção e dedicação, em nossa casa todos os médiuns cantam os pontos, concentramos nossas atenções para aquele Orixá, aquela parte do ritual percebo que muitos da assistência começam a cantar e outros ficam acompanhando o ritmo com as mãos, os pés ou a cabeça.
Abrimos para o passe, para a vibração, e todos se voltam para o altar e pedem em pensamento ajuda a todos os que ali estão, a assistência entra e sente este clima de oração e de ajuda. A seriedade e a dedicação contagiam os visitantes.


Mas da mesma forma que os aspectos positivos são contagiantes e multiplicadores, quando há displicência, conversas, desrespeito, muitos da assistência começam a perder o ar de contemplação alegre, e passam a desacreditar ou ao menos não sentir aquela união de força como sentiu anteriormente.
A postura do corpo mediúnico em uma casa é multiplicador dos estados emocionais da assistência, se todos nós percebêssemos este efeito tomaríamos muito mais cuidado com nossos atos e omissões durante, antes e depois da gira.


O corpo mediúnico unido e que segue o ritual de forma disciplinada, que acompanha o estilo de cada casa, já começa fazendo a magia da Umbanda antes mesmo da incorporação e da consulta. Seja em uma casa onde a introspecção e o silêncio são as formas, ou em uma casa em que a alegria e a disciplina em movimento são as regras, o importante é aderir ao tipo da casa de Umbanda, vestir a camisa, sentir a casa como sendo sua e se dedicar para que todos percebam como somos todos sacerdotes, discípulos em busca da fé e da caridade.


Saliento sempre que posso aos médiuns do nosso terreiro que a Umbanda é uma religião cujo ritual é exercido de forma coletiva, aqueles que compõem o corpo mediúnico são os sacerdotes, dirigidos e coordenados por um, mas todos são sacerdotes e como sacerdotes devemos ter a responsabilidade de multiplicar a paz, o amor e a fé. Quando permitimos que o desleixo a desatenção e o desrespeito se multipliquem, estamos indo contra o que pregamos.


Agradeço a Deus e aos Orixás por termos uma corrente que entende sua função como corpo, como corrente em que cada elo é forte e ajuda o outro, e que mesmo diante de nossos erros, procuramos sempre melhorar e corrigir, com tranqüilidade e perseverança. Espero que esta observação que pode ser óbvia para muitos possa fortalecer a nossa casa, e fortalecer todos os terreiros de Umbanda, pois quando nos dedicamos e amamos nosso sacerdócio, e o exercemos com responsabilidade e atenção, seguindo aquilo que acreditamos e fazendo da forma que entendemos mais correta, isto se multiplica, contagia a todos e faz a magia da Umbanda acontecer.

Saravá a todas as correntes de Umbanda, saravá todos os terreiros, saravá todos os médiuns.


Autor: Pai Caetano de Oxossi
Todos os direitos reservados
se for republicar favor citar a fonte, garantir a autoria e não editar sem prévia autorização. Obrigado

   

Página 1 de 17

Quem sou eu!!


Caetano de Oxossi

Dirigente do Terreiro de Umbanda Luz, Amor e Paz - Cabana do Pai Tobias de Guiné. Estudante e aprendiz de nossa querida Umbanda 

Por que deste espaço?

Este é um espaço para que possamos debater e aprofundar nossos conhecimentos, resolver nossas dúvidas sobre Umbanda, e sobre religiões. Seu papel na libertação e na iluminação de nossos espíritos, sua função no Brasil e como funciona esta religação entre nós e o Criador.


TULAP - Terreiro de Umbanda Luz, Amor e Paz - Cabana do Pai Tobias de Guiné
Rua José Fernandes Maldonado, 255A Bairro Alto 
Curitiba - Paraná - Brasil
  Importante: Todas as informações contidas neste site são de responsabilidade de seus criadores, informações desenvolvidas pelo Terreiro de Umbanda Luz, Amor e Paz. Use estas informações com responsabilidade e ética.

Área Restrita TULAP