Segunda, 21 de Maio de 2012

Em busca de um porto seguro!

Muitas são as pessoas que usam a expressão que dá título a estes escritos. Preciso de um porto seguro, estou em busca de um porto seguro, e outras variantes.

Recentemente em uma consulta o Seu Marabô falou sobre o tema. A conversa girava em torno do medo. O consulente (adotei o masculino por convenção, e não para identificar o sexo da pessoa que estava se consultando) afirmava ter medo de ir em busca de uma nova experiência, de mudar, e que precisava de um porto seguro senão não conseguiria viver. Seu Marabô então olhou para ele e perguntou um porto é para atracarmos navios, barcos, não é verdade? o consulente respondeu que sim. então um porto seguro é um local onde os navegantes, os marinheiros podem atracar suas embarcações de forma tranquila e segura, um lugar ou espaço que sabem onde está e como está é isso? Mais uma vez o consulente respondeu que sim.

Pois bem, disse seu Marabô, de que adianta um porto seguro se você não navega? Um porto seguro não é um lugar para ficar estacionado e nunca mais navegar, é sim um espaço que sempre estará ali caso as coisas não andem bem na navegação. Só pode ter porto seguro aquele que navega, ou seja, aquele que põe o barco no mar e o faz andar, pois se ficar parado o porto vira garagem e na garagem apenas guardamos as coisas e não a usamos, a fazemos andar, evoluir.

Quando temos um porto seguro, somos felizardos, pois podemos navegar mais, ir mais longe, pois sabemos que se algo falhar teremos para onde correr.

Finalizando a conversa Seu Marabô falou que vivemos para aprender, resgatar, investir, ensinar e em especial amar, todos são verbos, todos são motivos para andarmos, irmos em busca, navegarmos, e quando precisarmos a Umbanda poderá ser o nosso Porto Seguro.

Espero ter transmitido a intenção do ensinamento do Seu Marabô, e peço perdão antecipado pelas falhas da retransmissão.

Um cordial abraço, deste navegante, muitas vezes a deriva da vida, mas sempre de olho no porto seguro, que no meu caso é a Umbanda, e em especial o Terreiro de Umbanda TULAP - cabana do Pai Tobias

Muito Axé

Pai Caetano de Oxossi

   
   

A história de que aos que muito é dado (que muito sabem) muito será cobrado, é verdade?

Em muitos centros espiritualistas escutamos a expressão que dá título a este nosso artigo:


"Quanto mais se sabe mais se é cobrado." Ou a bíblica passagem “aqueles que muito foi dado muito será cobrado.” Lucas 12:28.


Recentemente em conversas a expressão apareceu e várias pessoas me olharam e afirmaram que a melhor saída seria parar de estudar, parar de conhecer, pois assim não seriam tão cobrados. Pois se quanto mais se sabe mais se é cobrado, quanto mais ignorante menos se é cobrado. Certo?


Errado. Pois, Umbanda não entende a força Divina como uma força punidora ou cobradora. Temos que parar de termos medo do Divino, do Juízo final, pois a época histórica de ameaças chegou a sua fase final. Não podemos fazer as coisas para sermos premiados, ou deixarmos de fazer por medo de sermos punidos. Temos que buscar a consciência individual que fazemos as coisas por serem corretas, certas, por ajudarem todos os envolvidos, e deixamos de fazer quando as ações possam produzir o mal a qualquer dos envolvidos, porque esta determinada ação é errada deixamos de fazer.


Certamente é muito mais difícil fazermos algo por pura consciência sem esperarmos algo em troca, pois parece que nos falta estímulo. Devemos amar ao próximo, esta é a máxima das máximas, mas amamos ou buscamos amar porque seremos amados, ou porque amar indistintamente é o certo? Quase todos os leitores responderão que  amam ou buscam amar porque é o certo. Mas, na primeira ingratidão, no primeiro desprezo sentem-se desolados, magoados, pois pensamos assim:


"Fiz tudo por aquela pessoa, nunca pedi nada em troca, mas veja, sequer um obrigado? sequer um sorriso? é de lascar!!"


Quando observamos cenas como estas geralmente consolamos desta forma:


"Não se preocupe, Deus está vendo, Ele fará justiça, e Ele é quem realmente importa. Não fique assim!"


Amamos o próximo para receber algo em troca? Não, seja de Deus, seja dos homens, seja dos espíritos. Amamos, pois, é a única medida correta, amamos, pois, apenas o amor verdadeiro, e assim desinteressado e real, permitirá que nossas almas se libertem. Amamos pois o amor é a única força poderosa o suficiente para ajudar outros seres e espíritos a se iluminarem e nada mais maravilhoso que contribuir para que nós mesmos e outros encontrem a luz e a libertação. Precisamos de mais motivos?


Aos que muito sabem muito será cobrado. Entoa a ameaça, e logo nós preguiçosos nos afastamos do conhecimento. Deus não pune, não ameaça. Deus oportuniza, busca, ama.


A cobrança será de nós mesmos, pois quando estivermos sofrendo, e pudermos ter a clarividência de entendermos as raízes do sofrimento, veremos quantas oportunidades de libertação e iluminação deixamos passar. Se hoje sofremos é porque ainda não conseguimos livrar nossas almas do apego, do egoísmo, da vaidade e do orgulho. A alma que apenas ama, não sofre e portanto é feliz. Desta forma, aos que muito sabem mais oportunidades tem de libertação e mais chances de se libertarem, mas sempre terão consciência de suas falhas, pois enxergarão melhor esses lapsos.


Por isso talvez quem muito sabe será muito cobrado, mas cobrado pela própria pessoa.

Vamos buscar aperfeiçoar-nos, sem medo, sem ameaças, apenas na certeza de que quanto mais puros na arte de amar mais felizes seremos e mais felizes tornaremos nossos entes queridos, vamos aprender, buscar a sabedoria pelo simples fato de que esse é um caminho correto.

Saravá que Oxossi possa nos abençoar na procura do conhecimento e que possamos transformar este conhecimento em sabedoria com as bençãos de Oxalá.

Pai Caetano de Oxossi

   

Umbanda – Trabalhos de Praia – por que fazer?

Muitas vezes nos deparamos no litoral brasileiro com giras a beira-mar. Em algumas épocas isto é certo, como o dia 02 de fevereiro. Outras tendas e terreiros escolhem meses e dias fora da alta temporada para fazerem suas giras de praia, ou como alguns preferem mencionar suas homenagens à mãe Yemanjá.

Também não foram poucas as vezes que recebi de filhos de nosso terreiro, de amigos e de interessados a pergunta: Por que fazer essas giras nas praias?

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Quem sou eu!!


Caetano de Oxossi

Dirigente do Terreiro de Umbanda Luz, Amor e Paz - Cabana do Pai Tobias de Guiné. Estudante e aprendiz de nossa querida Umbanda 

Por que deste espaço?

Este é um espaço para que possamos debater e aprofundar nossos conhecimentos, resolver nossas dúvidas sobre Umbanda, e sobre religiões. Seu papel na libertação e na iluminação de nossos espíritos, sua função no Brasil e como funciona esta religação entre nós e o Criador.


TULAP - Terreiro de Umbanda Luz, Amor e Paz - Cabana do Pai Tobias de Guiné
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